as mãos
cálidas mãos neste limiar
do fogo
trepadeiras amarinhando
no teu corpo
fosse o instante oculto
entre colinas de vento
e amanhecer
longamente te daria
a faca dos silêncios
a raíz dos pássaros
meu amor
( fossem meus olhos, Jose Manuel Mendes)
Sinto ainda hoje, as palavras que sussurraram levemente, naquela sala de aula de uma escola austera e fria. Foi aquela voz , a do escritor , Jose Manuel Mendes, meu professor de Português. Não era este o poema, era outro , o de uma menina com o meu nome. Gostava que ouvissem a sua voz , próxima ...
Ainda me lembro, recordo com afecto, e desde então acompanho o seu trajecto como escritor e como discreto político.
A musica tem que ser diferente , por um momento ... com Philip Glass "metamorphosis" , como a menina do poema, ou a de hoje.
