sábado, 13 de junho de 2009
Sensualidade com Beth Ditto - The Gossip
sábado, 30 de maio de 2009
A minha " turminha" nos Xutos com o Sapo



Os Xutos têm acompanhado várias gerações , sendo transversal á partilha de momentos em ambiente académico.
Mais uma vez o ambiente da turminha se transcendeu .... temos partilhado bons momentos ... pena não termos ficado todos , ou diria todas ....
O tema que sempre me atrai, O " Homem do Leme" ... nunca é de mais revê-los .... Como me tenho sentido o "homem do leme" ! com vontade de " correr o mundo e partir " ...
Á turminha: vocês têm sido uma belíssima companhia na minha viagem
quinta-feira, 21 de maio de 2009
HARDCLUB
"INSOLVÊNCIA"

Os anúncios , as noticias e as conversas profissionais , não me permite alhear deste facto, pois também ele é SONHOS , sonhos de projectos empresariais que tenho acompanhado , projectos de famílias que também têm os seus sonhos "hipotecados" . Um onda que se materializou em 2006 , com a chamada " crise do subprime", mas que na prática se vinha a construir através de uma ausência de valores nas praticas financeiras.
Hoje , e nestas ultimas semanas , na minha área geográfica , ela está a mostrar a sua força. O tecido empresarial no Norte do país está na falência.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Jose Eduardo Agualusa


Este foi um dos livros de minha leitura da ultima semana, bem a propósito . Claro que a procura do escritor não foi ao acaso, pois já conhecia a sua obra, mas não tinha ainda iniciado a sua leitura.
José Eduardo Agualusa, neste livro aborda um tema, que releva um dos pilares da cultura angolana ... nem sei como identificar ... a manutenção , pelos homens, de "multi-famílias", isto é , o angolano , que seja angolano viril, tem sempre a "legitima", e a "segunda" , ou ainda a "terceira" , etc ,com filhos .... dependendo da sua conta bancária. No livro , o protagonista , Faustino Manso, somou 18 filhos , sete viúvas ( pois padeceu ), dispersos pelo território africano ( Angola,Benguela, e Namibia), todas conhecedoras dos seus romances . É acima de tudo um romance sobre mulheres, musica e magia.
Esta é uma realidade , base da cultura africana , e considerada fundamental para a sobrevivência da população. Pois com as diversas guerras e a ausência de homens e a perspectiva de dificuldades dos progenitores na velhice, as famílias numerosas são considerada a sua sustentabilidade pessoal.
Estaria fácil de perceber, se realmente só fosse essa a unica perspectiva , pois faz sentido . Mas a verdade é que, é normal ver em qualquer lugar publico ... presenciei em diversos restaurantes ... o acompanhamento dos " senhores" com uma das "segundas" , uma jovem que na gíria local é apelidada pela " catorzinha". Assim apelidada porque , sem duvida, as mulheres , digo jovens, angolanas ( realidade que estou a presenciar) iniciam a sua actividade sexual e engravidam muito cedo , a partir dos 14 anos. Pois... porque tem sempre filhos logo, logo.... para assegurar a sua sobrevivência.
Ver jovens a carregar os seus filhos ás costas "embrulhado" num pano ( caracteristica do quotidiano africano), a carregar uma bacia plástica com bananas ou ananases, e a vendê-las nas ruas de Luanda , é normalissimo. A antecipação do papel de mãe e a partilha do companheiro , é uma realidade de qualquer classe social socila. Interpelei uma delas , depois de lhe comprar bananas, perguntando-lhe a idade e o numero de filhos , me respondeu que tinha 3 filhos ( um deles ás costas) e a idade de 20 anos.
Este facto é aceite por todas, pois qualquer delas vê a sua sobrevivência neste contexto social ....
O calor africano solta muito cedo a sensualidade do corpo das mulheres ... vê-se e sente-se , na musica, na pintura... muiiiito na dança.
Depois de engravidar , engordam e ficam sem " incentivo", e passam a "exigir" o seu lugar através dos filhos e nas casas e nos automóveis que conduzem , pois "reclamam" comparando-se com as outras.
É estranho, para uma europeia, sentir a forma como todos , homens e mulheres , vêm este papel da mulher.
" Uma mentira, para que funcione, há-de ser composta por muitos verdades" ... frase do próprio escritor , em seu livro.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Luanda - o dia-dia da população
Luanda
Como não é possível tirar fotografias sem autorização ministerial, procurei descobrir o que mais de perto me permitia mostrar como é a Luanda de hoje. Hoje, porque ainda cá estou.
Talvez esteja a começar pelo parte mais "dura" do meu trajecto , da minha viagem por terras de África, mas têm sido muito forte ... o que me faz sentir com os antagonismos da sociedade angolana.
Não era nada que não estivesse preparada, mas só vivenciando, pois só assim me faz sentir as experiências culturais e perceber como os expatriados ( uma palavra mais "in" para os emigrantes actualmente em Angola) se sentem tão "á toa"... é uma realidade muito dispare de qualquer estratégia económica, que alguma vez aprendemos nos bancos das escolas orientais.
Um transito caótico, partilhado por viaturas caras , as melhores marcas de jipes ( qualquer outro tipo de veiculo é impossível operar ... hup"s , mais um buraco) que ainda não saiu na nossa terrinha, com os veículos de transporte da maioria da população , o candongueiro... aquelas viaturas azuis e brancas , onde mais um, ainda cabe.
Luanda, que no senso de 2007 tinha uma população de 4,8 milhões de habitantes , o dobro de toda a população de um dos seus países vizinhos , a Namíbia, defronta-se com um problema grave de concentração populacional e de muito deficiente rede de infra-estruturas básicas , como a viária e o saneamento. Alem de uma diferenciação social elevadíssima ... as fotografias não mostram ... mas a cidade têm actualmente arranha céus de primeiríssimo qualidade , com apartamentos de tipologias standard, a ser vendidos pelo valor de 1.500.000 dDólares ( americanos .... é a moeda que vale , e está escassa , pois com a desvalorização do Quanza e o aumento das retenções para 30% sobre os activos bancários , dos depósitos junto do Banco Central de Angola, fez escassear a sua mobilidade no mercado), e um parque de arrendamentos que rondam o valor mensal de 12.000 a 15.000 dólares/mês e carecem a liquidação antecipada , á cabeça de 1 ano de rendas, em coabitação ( no outro lado da rua ) dos musseques , instalados anarquicamente e construídos em bloco cinzento e sombrio , sem agua, saneamento e luz ( esta normalmente retirada clandestinamente da rede publica) .... mas com parabólica e um LCD.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Africa , a outra face
No passado Domingo, o comentador politico e prof universitário, Jaime Nogueira Pinto
dizia , no programa da RTP2 Olhar o Mundo , " há um desrespeito das condições humana em Africa" porque "os regimens que acabam por lá nascer, não são democráticos" e ainda " há imposições de modelos dos países ex-coluniais". Sem duvida , vemos o que se tem passado , na ultima decada, aos regimens do Ruanda, Sudão, Serra Leoa , onde os grupos rebeldes que tomaram o poder, mataram e violaram crianças e mulheres e as forçaram á escravatura.... e deixamos continuar
Esta é a outra face de África , que é esquecida globalmente e vista como um parente pobre da globalização, onde a diferença entre os ricos e os pobres é um abismo de interesses ... institucionalmente intocável.
Têm sido organizações de voluntários, como a Acumen Fund , fundada por Jacqueline Novogratz que, com um gesto de filantropia, com intervenção social de proximidade, e impacto junto das populações locais , procuram criar raizes empresarais . Indo alem da tradicional e clássica filantropia.
Esta organização começou com a sua visita ao Ruanda , para implementação de um programa de microcredito às mulheres das populações desfavorecida, tendo actualmente como objectivo mostrar , tal como ela descreve na apresentação do seu livro , The Blue Sweater, " how traditional charity often fails, but how a new form of philanthropic investing called "patient capital" can help make people self-sufficient and change millions of lives ... to grant dignity to the poor and to rethink our engagement with the world." .
Ela tem vindo a demonstrar que é possivel juntar "fundos pacientes" e promover a mudança na forma de ver Africa.
Precisamos que as crianças sorriam
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Nova Ordem

Reflecti
Porque me surgiu os New Order após a leituta do livro " Nós, Os Portugueses " de Maria Filomena Mónica?
Escrevi o que me fluiu como resposta;
* estamos a precisar de uma Nova Ordem , politica, economica, social, e tecnologica ( hufff , já parece a analise PEST da Gestão Estratégica)
* a escritora sempre questionou a ordem estabelecida, como sociologa irreverente e interventiva ... citando-a, " O que não me impede de continuar a pensar que uma Europa alargada é desejável. Aprecio viver num espaço em que é possivel às ideias, ao comércio e às gentes circularem livremente. Mas não quero ter que aturar um supra-Estado que mande em tudo, até no bolo que como pelo Natal. A minha Europa não é dos senhores comissários de Bruxelas, mas a de Mozart e de Mahler, de Eça e de Eliot. de Turner e de Turgueniev, isto é, uma Europa culta, livre e dinâmica.";
* os New Ordem , no video apresentado, transmitem a irreverencia da corrente artistica, que no inicio dos anos 80, procurava a mudança e o renascimento,e uma nova imagem;
* as necessidades mantêm-se ao longo da decadas só mudam os intervenientes , e a irreverencia precisa-se.